Marketing Inbound para empresas de turismo

 Em Agência de Viagens, Marketing, Relacionamento

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Aqui no blog da Envision já falamos sobre a importância da criação de conteúdo das marcas de turismo. Só para alinhar, o marketing Inbound trata-se de atrair os clientes para o universo de sua marca através de materiais com conteúdo atrativo e cheios de criatividade, afim de ajudar o público que você quer atingir na solução de algum problema. O termo Inboundfoi cunhado por Brian Halligan, CEO da Hubspot. No sentido literal, “direcionado para dentro”, esse tipo de marketing procura despertar a atenção e curiosidade do cliente com uma espécie de “isca”, levando-o para conhecer um um pouco mais do universo de sua marca. Neste artigo vou falar sobre os conceitos principais do Inbound, e nós próximos falarei mais pontualmente sobre as ferramentas dessa poderosa estratégia. Boa leitura!

Metodologia Inbound

Na metodologia Inbound, as pessoas que “passam” pela sua marca percorrem alguns estágios. São eles:

  • Atrair

  • Converter

  • Fechar

  • Encantar

     

Atrair

Para cada estágio há um tipo de ação diferente, onde conteúdo relevante é a chave certa para movimentar seu target para os outros estágios da metodologia. Em atrairencontram-se todas as pessoas que não sabem sobre seus produtos ou serviços, mas que podem ter interesse neles por se encaixarem nos perfis de clientes que você procura. Para atraí-los, é preciso oferecer o conteúdo certo e na hora certa. O que de fato o seu cliente procuraria na internet sobre a sua marca? Vamos supor que você tenha uma agência de viagens. Se o cliente procura pacotes de viagens personalizados, ele procura conteúdo que o ajude a ter ideias de lugares para viajar. Lugares que estejam de acordo com suas necessidades, preferências, etc. Qual a chave certa para atrair esse cliente? Oferecer conteúdo para que ele encontre sua marca através dele. Crie um blog no seu website falando sobre pacotes personalizados, viagens alternativas, destinos pouco explorados no Brasil e no mundo… enfim. Há uma infinidade de assuntos que podem atrair seus clientes. Em meus posts anteriores você pode ver uma série de três artigos mostrando o passo a passo para construir seu blog de maneira eficiente. Lá você vai encontrar práticas de SEO, keywords, meta descriptions e tudo o que precisa para deixar seu blog a todo vapor. Feito o blog, divulgue-o em sua fanpage no Facebook, Twitter, Google+, Linkedin, etc. Assim que o cliente chega ao seu site, ele se torna um visitante que talvez não esteja buscando a compra do seu produto. Nessa fase ele procura resolver um problema, tirar uma dúvida, ou seja: ele quer aprender algo com a sua marca. Seus posts no blog podem ajudá-lo não só a aprender algo, mas colocá-lo a par do universo dos seus negócios, fazendo-o voltar mais vezes afim de aprender mais com o conteúdo que você disponibiliza.

 

Converter

Como sabemos, um visitante não é um cliente. Para que ele se interesse mais pelo seu conteúdo, ofereça algo que, além dos blogposts, faça com que ele forneça alguns dados como nome, cargo e e-mail. Para isso, que tal preparar um ebook? Ofereça um conteúdo mais profundo sobre os negócios de sua empresa, “revelando” alguns segredos que você descobriu e aprimorou com sua experiência no ramo. Recomendo que tenha uma CTA (Call To Action, ou Chamada à ação) com um design atrativo para que ele veja e clique no botão de download em seu website. Feito isso, direcione-o para uma landing page, que é uma página voltada somente ao envio do material que você está oferecendo. Na landing page, preocupe-se em reduzir o máximo de informação, deixando de forma clara a sua satisfação em saber que ele se interessa pelo conteúdo. Preocupe-se em não deixar um número grande de campos para preencher no formulário. Nome, empresa, cargo e e-mail, por enquanto já são suficientes. Feito isso, você terá informações para poder iniciar uma estratégia de e-mail marketing com ele. Daí em diante, ele é um visitante convertido à sua estratégia – ele aceitou seu convite para conhecer mais de sua marca, tornando-se assim uma lead.Na condição de leads, essas pessoas querem receber newsletters sobre conteúdo do seu blog, infográficos, e-mails personalizados, etc. Isso se chama “nutrição de leads”, onde periodicamente sua marca envia conteúdo exclusivo para o cliente que você quer atingir, afim de que ele futuramente faça uma compra. Não esqueça de deixar disponível nos disparos a opção de descadastro do e-mail. Lembre-se: não invadir o espaço do cliente e não interrompê-lo é uma das marcas registradas do Inbound.

 

Fechar

Através dessa estratégia, com o tempo algumas leads vão descendo pelo funil de vendas, até fechar uma compra. Assim que efetivar a venda, tenha certeza que a mesma cumpriu as expectativas, e mantenha o processo de nutrição online, afinal, o processo de fidelização é uma constante. Mande um e-mail com algum conteúdo produzido exclusivamente em agradecimento. Esse processo ajuda na próxima fase da metodologia.

 

Encantar

Finalmente o seu cliente comprou seu produto, e se ele realmente gostou, vai recomendar aos seus amigos, familiares e afins. Esse processo pode ser boca a boca, por telefone, ou – melhor ainda – via redes sociais. Um cliente insatisfeito com uma marca tende a fazer uma reclamação no Facebook, G+, Twitter, etc. Mas um cliente extremamente satisfeito também tende a se manifestar via rede social quando recebe bom atendimento, bom relacionamento com sua marca e pós venda. Valorize isso – o cliente que promove sua marca se torna um defensor dela, dando bons motivos relacionados à experiência de compra para que os seus conhecidos possam conhecer seus produtos e serviços.

 

E você, já promove conteúdo relacionado aos negócios que sua empresa desenvolve? Como mantém seus clientes engajados com os seus produtos? No próximo artigo falarei sobre os pilares que sustentam o Inbound e sobre as ferramentas usadas para conversão de leads. Até lá!

 

Samanta Fonseca
Formada em Publicidade e Propaganda, trabalha na Envision Tecnologia com marketing de conteúdo relacionado à turismo e negócios. Acredita no poder das pessoas e na arte da comunicação como ferramenta de transformação.
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